Olá você, hoje eu não tinha algo preparado nem uma forte inspiração, só me veio algo leviano quando ouvi pela enésima vez She Wolf da Sia, então estou escrevendo um caso de amor lésbico, sobre uma deusa e uma... Desconhecida. Ah sim, essa aí se aventurou BASTANTE antes de conhecer o Sr. M. Bem vivida ( ͡~ ͜ʖ ͡°) Ah mas não se preocupe se não gostar deste poema, eu ainda pretendo fazer muitos outros baseados nessa história, afinal é uma das minhas favoritas. E o ritmo é sempre contagiante.
Sem ser notada ela adentra seus domínios
Confusos passos na névoa, não entregam sua dona
Mas o cheiro é outro, é matança que ela exala
Dos seus garbosos pelos brancos escorre sangue
Dona da vida e soberana do reino da noite
Ela se esgueira pela mata analisando sua presa
Acontece que ela não caça qualquer coisa que se mova
Suas vítimas costumam ser altas e esbeltas,
A dama canibal não mede esforços para seduzir seu prêmio
Ela então lhe oferece as portas do céu até que sinta vontade
E então as fecha com violência e libera o apocalipse
Pobres malditos os que caíram sob seus lábios sagazes
Seu beijo voraz pode ser a última coisa que um homem sentirá
Mas quando se sente algo tão angelical, pra que se preocupar
Em sentir algo mais que não seus lábios, sentir outras coisas
Coisas mais que não sua pele e seu cheiro, então não, meu jovem
Ela não é uma assassina, é apenas uma sereia que brinca de ser lobo,
Uma sereia que dá inveja às outra crias de Adão e Eva
Uma sereia que guarda o paraíso sob a língua estalada
Uma sereia que mesmo sem asas é inalcançável...
Que tem um coração do qual eu possuo a chave
A Desconhecida
