Olá você, perdão por não ter me pronunciado muito durante os últimos dias, venho dando pouca atenção ao Blog, mas pretendo mudar isso. Gostaria que pudessem ser pacientes comigo e me ajudar a tornar o EAE um lugar melhor :D
Esse post é dedicado à um amigo que no mesmo dia teve a infelicidade de perder um querido animal de estimação e uma tia doente, além de ter que trabalhar durante o fim de semana e preparar dois relatórios gigantes para a segunda feira. Sua força de vontade e determinação me convenceram, e na espera de aliviar sua perda, fiz esse pequeno texto em sua homenagem.
Eu que já vi a terra engolir mães, pais, filhos e sonhos
Eu que já muito andei pelas sombras
Eu que já tenho os pés calejados
Ganhos da vida como prêmio por tentar superar o sol e voar ao infinito
Eu que já tive minhas asas e esperanças derretidas
Eu que quase perdi a razão de viver...
Todos os dias ao acordar
Levanto e encaro a desolação de frente
Ainda me jogo de cara aos leões
Ainda lembro dos meus milhares de laços
Que desataram não por escolha própria
E com eles os corações a eles ligados
Eu que já desconheço a felicidade
Que não sei mais sorrir ou chorar
Ainda sei rodopiar no horizonte
Ainda banho minha alma no Ganges
Eu que nunca fui um casulo de borboleta...
Aprendi a voar com o pensamento
A ser inalcançável com a mente
Ter os pés leves, mesmo grudados ao chão
Ver o universo e tudo o mais
Mesmo acorrentado nessa caverna escura sem vista para as estrelas...
Eu que aprendi que não se vale a pena sobreviver
E sim viver, errar, amar, cantar
Se encaixar nos espaços da vida
Sentir-se um alguém minúsculo
Num quebra cabeças gigante
E mesmo assim, ser único
Inestimável...
