13 janeiro 2015

Eu Que Já Pude Voar

Olá você, perdão por não ter me pronunciado muito durante os últimos dias, venho dando pouca atenção ao Blog, mas pretendo mudar isso. Gostaria que pudessem ser pacientes comigo e me ajudar a tornar o EAE um lugar melhor :D
Esse post é dedicado à um amigo que no mesmo dia teve a infelicidade de perder um querido animal de estimação e uma tia doente, além de ter que trabalhar durante o fim de semana e preparar dois relatórios gigantes para a segunda feira. Sua força de vontade e determinação me convenceram, e na espera de aliviar sua perda, fiz esse pequeno texto em sua homenagem.

Eu que já vi a terra engolir mães, pais, filhos e sonhos
Eu que já muito andei pelas sombras
Eu que já tenho os pés calejados
Ganhos da vida como prêmio por tentar superar o sol e voar ao infinito
Eu que já tive minhas asas e esperanças derretidas
Eu que quase perdi a razão de viver...

Todos os dias ao acordar
Levanto e encaro a desolação de frente
Ainda me jogo de cara aos leões
Ainda lembro dos meus milhares de laços
Que desataram não por escolha própria
E com eles os corações a eles ligados

Eu que já desconheço a felicidade
Que não sei mais sorrir ou chorar
Ainda sei rodopiar no horizonte
Ainda banho minha alma no Ganges
Eu que nunca fui um casulo de borboleta...

Aprendi a voar com o pensamento
A ser inalcançável com a mente
Ter os pés leves, mesmo grudados ao chão
Ver o universo e tudo o mais
Mesmo acorrentado nessa caverna escura sem vista para as estrelas...

Eu que aprendi que não se vale a pena sobreviver
E sim viver, errar, amar, cantar
Se encaixar nos espaços da vida
Sentir-se um alguém minúsculo
Num quebra cabeças gigante
E mesmo assim, ser único
Inestimável...

M.