25 maio 2015

Amor de Infância

Então, o post de hoje possui a grande missão de parecer bobo e até mesmo um pouco engraçado. Parece que ultimamente temos perdido aquela "mágica" do romance de infância, onde o menino todo tímido e sem jeito conversa com a garotinha sorridente. Infelizmente não vemos mais isso hoje em dia, mas ainda podemos poetizar sobre.

AMOR DE INFÂNCIA
Queria tanto entender como minhas palavras ficam salgadas
Na tua boca doce e vermelha, agora sem minha boca próxima,
Meu rosto ainda fica corado quando estou contigo,
Como se o garotinho dentro de mim nunca tivesse crescido,

E como todo menino apaixonado, dou-te flores,
Flores bobas de amor, flores que cresceram em meu coração,
Ah, todo esse amor não cabe em minha pequena caixa vermelha,
Preciso escrever cartas bobas de amor, para ti e mais ninguém,

Nosso amor sempre foi incerto, confuso,
Nunca fomos maduros o suficiente para saber a hora de parar,
Lembro do pôr-do-sol refletido em seus olhos,
Como criança, toquei sua face e juntos rimos daquilo,

Que palavras teria eu para descrever tal amor?
Eu, apenas um garotinho que mal sabe o que é amar,
Um garotinho que não sabe escrever rimas,
Que ainda têm medo de adultos e do escuro,

Não sei o que será de nós quando formos gente grande,
Mas não quero perder-te pequena, meu amor de uma vida,
O que será de ti quando crescer e aprender a amar outros?
O que será dos outros que amarão apenas uma de ti?

Cresça sozinha, prefiro guardar-te de longe,
Vá lançar-se no mundo com suas mais belas canções,
E que esses versos nossos possam ser cama para outros
Amores que virão, para outros amantes, outros corações.
J