24 junho 2015

As Ondas Que o Vento Levou

Olá você! Ultimamente acredito que tentemos definir o indefinível com uma grande frequência aqui no blog (e não, eu não estou virando um profeta hebraico). Talvez algum dia desses as palavras certas apareçam, sei que não são estas que escrevo hoje, mas a esperança é a última que morre.

ONDAS QUE O VENTO LEVOU
Sinto sua falta, mas é claro que isso não é novidade,
Se espero todos os dias olhando para a porta fechada,
É claro que sabes, imagino ao menos que saiba disso,
De outro modo, a porta estaria aberta com a sua chegada,

Não digo que faz com o propósito de causar dor,
Talvez se fosse diferente eu não me importasse tanto, que lamento,
Gosto de correr atrás de ti como um cão corre atrás da própria cauda,
Raramente alcanço a sua face e quando o faço, não dura longo tempo,

E ainda assim, quando tu derramas suas lágrimas
Sobre o infinito oceano, como se tal ato realmente fosse válido,
Sempre estou lá para beijar teus olhos fechados e vermelhos,
Não como um herói, apenas faço o que faço por ser cálido,

O vento sopra seu cabelo e ele gentilmente toca meu rosto,
Se soubesse o alívio que isso me traz, sorriríamos juntos,
O perfume do teu corpo mesclado ao toque suave da brisa do mar,
Os segundos se deitam no tempo e gentilmente tornam-se minutos.
J