31 julho 2015

O Último dos Moicanos

Olá você, hoje eu estou numa vibe meio "Spirit, o Corcel Indomável", lembram? Dos índios que antes dominavam o território americano, e não somente eles, nós os índios brasileiros, todos eles, somos donos destas terras. E assim como este eco de vontade os prevem, estamos todos esperando o soar das trombetas do renascimento, para que possamos renascer aos milhares novamente. Isso não é uma vingança, é uma retomada de posses, nós os acolhemos e fomos expulsos, e agora é nossa vez de revidar".
E para embalar a leitura em ritmo de liberdade e agitação, lhes apresento meu muso inspirador LUCA STRICAGNOLI, um dos mestre do violão, que embasou toda a minha ideia do "último dos moicanos" em suas notas.


Filho do Sol açoitado pelo vento
Rei das florestas mas sem reino
O último dos que criaram o paraíso
E agora sou caçado pelos meus filhos

Vocês atearam fogo aos meus cabelos
Vocês cortaram as árvores do meu sorriso
Sintam a fúria dos senhores dos coiotes
Voltem para o deserto pois a Terra há de se erguer

Os lobos e ursos que aqui vivam, daqui já esqueceram
Os rios que aqui corriam, daqui correram
Os ramos que aqui cresciam, aqui morreram
Mas o que aqui reinavam, aqui renasceram

As luzes que tocam o céu já os avisaram
Que os moldados do barro estão retornando
E aqui lhes mando o último aviso para partirem
Quem sou eu? Eu sou o último daqueles seres

As vozes das montanhas que ecoam nos vales
Os olhos amarelos em meio às fogueiras fantasmas
As luzes aqui se extinguiram, mas não pois nos fomos
E sim porque nos acostumamos com o escuro

Não pense que pode se impor contra a natureza
Nossas raízes estavam aqui antes de chegarem
E estarão aqui para vê-los todos partirem
Esta é a previsão, do último dos moicanos.
M