Recentemente soube que além de ator, Alexandre Nero também é poeta e compositor, tem uma pegada que me lembrou bastante Beirut. E foi nesse embalo que decidi escrever, espero que gostem da musica e do poema.
Nunca faz sol nos dias de despedida, é sempre a chuva
Que molha o último beijo dos que não se amarão mais,
Eu queria ser cada gota de chuva, cada pingo certeiro,
E tocar todo esse amor que alegra os amantes leais,
Sento-me em um lugar qualquer, o trem já vai partir,
Os amantes soltam-se, e ele salta para entrar,
Ela fica para trás, a chuva esconde seu choro,
Dói em mim essa ferida que nunca irá curar,
Sinto falta da tua furiosa maneira de gozar do amor,
As moças de hoje em dia não chegam nem perto,
O fogo da sua pele não incendeia minha cama,
Meu peito dói, mas para ti sempre se guardará aberto,
Dói, essa dor que você me deu,
Aquela saia que antes não saía do chão do quarto,
Agora insiste em não sair dos quadris teus,
Você é quem quer sair do meu quarto,
Bater a porta atrás de si, sem deixar o seu "adeus".
E tocar todo esse amor que alegra os amantes leais,
Sento-me em um lugar qualquer, o trem já vai partir,
Os amantes soltam-se, e ele salta para entrar,
Ela fica para trás, a chuva esconde seu choro,
Dói em mim essa ferida que nunca irá curar,
Sinto falta da tua furiosa maneira de gozar do amor,
As moças de hoje em dia não chegam nem perto,
O fogo da sua pele não incendeia minha cama,
Meu peito dói, mas para ti sempre se guardará aberto,
Dói, essa dor que você me deu,
Arde fundo, na ferida recém aberta
Que parece cauterizar-se pela própria dor que causa,
Uma dor que me corrói e me mantém alerta,
Aquela saia que antes não saía do chão do quarto,
Agora insiste em não sair dos quadris teus,
Você é quem quer sair do meu quarto,
Bater a porta atrás de si, sem deixar o seu "adeus".
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