Olá você, parece que minhas suspeitas se confirmaram. O Sr. J está de cama desde o fim de semana, com alguns problemas respiratórios e tal, tem dormido bastante e não tem mais podido contribuir para o blog durante esse problema, então vou cobri-lo o melhor que puder durante sua ausência. Então, ontem tive uma crise de existência durante a tarde, o que me deu no que refletir, estava sem muito ânimo para tratar sobre o assunto aqui. Quando pedi a um amigo um conselho, ele me direcionou exatamente para isso. Ah, agradecimentos especiais ao Ramo do Pecado, vocês com certeza não o conhecem mas ele se apresentará aqui em breve numa de minhas próximas contribuições.
Poça de lágrimas, traços vermelhos olhos abaixo
Garganta inflamada, soluços passados pairando
Parece fácil dizer que alguma coisa está errada
Mas definir o erro de uma vida é difícil...
Todas as luzes apagadas, é uma tarde chuvosa
O vento furioso lá fora pede passagem pela porta
Mas não se pode confiar em estranhos ou reflexos
Silêncio... Silêncio é o que se define como errado
Mas não o deveria ser assim, ele tinha um futuro
Um futuro brilhante, diziam todos ao seu redor
Mas não era assim que ele se sentia, queria outra coisa
Queria rever os amigos, queria ter tido tempo para amores
Queria poder errar e não ser tratado como carrasco do mundo
Queria não ter tanto peso sob os ombros anoréxicos
As covinhas de seu rosto, tão lindas, nunca mais apareceram
Deram lugar à rugas nos olhos e uma pele quebradiça
O gênio pálido de porcelana como ficou conhecido
Traçou leves traços vermelhos em sua extensão
Hipérboles, círculos, um gênio abstrato aplaudiria
Mas não se aplaudem os geniosos suicidas!
Era mesmo uma tarde chuvosa e fria aquela...
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