Olá você, hoje eu tinha a intenção de fazer um poema totalmente diferente, mas parece que a Dama das Nuvens sempre volta à minha cabeça, eu descobri que simplesmente adoro esse tipo de temática, mulheres transformadas em intempéries... Em minha defesa, meu poema inicialmente se trataria sobre o filme Cidades de Papel, que vi ontem no cinema, então depois mudou para uma mulher numa sombrinha (sim gente, muitas das minhas ideias são baseadas numa pose ousada de uma foto qualquer, e funciona mesmo), então procurando por "Umbrella Lady" eu me deparei com belíssimas imagens, e estava disposto a colocar uma das primeiras que eu vi e fazer um poema completamente sem ligação com a DdN, maaaaaas então um pouco abaixo encontrei essa imagem que me fez pensar um pouco, devo dizer, e então meu subconsciente disse: "é essa" e pronto... Dessa vez o que escrevo não é com as minhas palavras, é com as da própria megera, em linha cronológica diria que esta é ela ainda enquanto eram ávidos amantes um pelo outro, antes da desilusão dela. Mas pretendo fazer outro sobre "O DEPOIS". Obrigado por ler até aqui e aproveite. (Sim, eu editei a imagem, coloquei filtros e apaguei os olhos da moça para que desse a intender que qualquer uma pode ser uma DdN)
Diga que não sou a louca da sua vida
A paranoica que procuravas a tanto tempo
Aceito a negação de que verdadeiramente me ama
Pois sei que seus lábios não conseguem cumpri-la
Eu por acaso, desmanchada em nuvens que sou
Assumo por completo o controle da tempestade
E então minhas brisas leves o trazem mais perto
Até que você seja obrigado a encará-los colado a mim
Meus globos oculares vítreos procuram ávidos
Nas linhas da sua face rosada, algo que os esquente
Mas eu bem sei que o fogo se encontra na língua
Por isso não me demoro muito no resto, que já sei
Que é tão belo quanto uma manhã ensolarada.
Nossa relação é delicada, tenho conhecimento
As vezes te sinto distante, mas sempre te trago perto
Você não é dos que resistam às chuvas
E eu por acaso sou a pior delas
Vinde a mim pobre refém das intempéries
Procura consolo no olho da minha tormenta
Percorre o meu cair com teus dedos apressados
Procura em mim o que o deprime não poder ter
Nos dias em que o Sol se encontra a pino e eu sumo
Parece que alguém aprendeu a gostar de chuva e frio.
Dama das Nuvens,
Mãe das Tempestades,
Tormenta de Lábios Frios...
A Desconhecida
