15 julho 2015

Rainha de Coníferos

Olá você, o post hoje é bem marcante, eu já venho planejando a algum tempo. A "musa inspiradora" do mesmo é uma questão difícil, afinal gerou intrigas entre eu e o Sr. J sendo que nem deve fazer ideia disso HAHAHA. Enfim, resolvidas as tretas amorosas, hoje durante o banho finalmente tive uma ideia clara de como queria proceder com a ideia inicial, então sem mais demora deem as boas vindas à uma nova personagem na vida do molecote Eustáquio, confiram abaixo.

Com os pés sujos, e pouco se importando com isso...
Ela deslizava floresta adentro, e as árvores dobravam
Como a sua corte em cumprimento de boas-vindas ao reino
Mas seus olhos nem se demoravam nos súditos...
Ela não era mulher de olhar para trás, nunca.

Uma pele alva de dar inveja à própria Afrodite
Fez a Terra cair de amores pelos seus lábios carnudos
Seus cabelos vermelhos de um escarlate puro
Mas uma boca retorcida em superioridade

Do seu trono esculpido nas imensas sequoias
Via o seu reino desabrochar como primavera
Mas o seu modo de governar desagradava a todos
E não demorou para que os revoltosos se rebelassem

Numa batalha de mil eras enfim ela sofreu o cheque mate
E foi assim que caiu a então rainha vermelha de coníferos
E queimada com a coroa de freixos, foi sua bela carcaça
Mas em memória ao lindo escarlate dos lábios e madeixas
Foram tecidos os fios dos pores-do-sol de fim de tarde.
M