07 agosto 2015

Mãos de Trabalhador

Olá vocês! Não sei bem como introduzir  o poema de hoje, primeiramente gostaria de pedir desculpas por estar postando tão tarde mas algumas semanas são complicadas. O texto de hoje trata-se de uma confissão, palavras de um sujeito que ao refletir sobre seu passado encontra certa paz interior.

Voltando ao passado, hoje sei que sou
Tudo aquilo que nunca fui criado para ser,
Amei as mulheres que não queria, todas que não pude ter,
E as que me queriam, nunca foram interessantes ao meu ver,

Ah, tanta coisa eu faria diferente se pudesse,
Quantas vezes disse "sim", sem coragem de dizer "não",
Quantas vezes exitei onde deveria agir, erro cálido entre os homens,
Erro este que até hoje me pesa no coração,

Não canto vitórias de um vencido na vida,
Ora, nunca estive em guerra com ela para vencer,
E mesmo que travássemos tal batalha, sei que perderia,
Pois a vida é dura, joga sujo para nos fazer perder,

Casado? Sim, mas apenas uma vez,
Longe de mim sofrer a dor da separação novamente,
Aliás, sinto saudades da minha bela esmeralda doce,
Filhos? Não que eu saiba, infelizmente,

Minhas mãos trabalharam mais do que eu queria,
Se bem que eu não queria trabalhar, de qualquer jeito,
Ganhei o que precisava para me sustentar por uma vida,
E uma vida foi o que tive, sendo esse caricato sujeito.
J