06 agosto 2015

A História Escrita em Lama

Olá você, hoje minhas palavras serão breves e mais simples que o habitual, minha composição terá uma estrutura mais livre e pobre, devido à minha falta de inspiração justo hoje... Espero que tenha podido compensar com sábias palavras a mim concedidas por Oswaldo Montenegro, que tive o prazer de conhecer através dela que observa do tão distante céu noturno. A quem interessar, pode ouvir a bela declamação que ajudou a moldar.

Há porcos caindo como chuva do céu
E mesmo assim meu povo morre de fome
As poucos definha sem ter o que comer
A água tão pouco flui, somente dos olhos.

E eu como senhor da Terra faço o que posso
Me entrego de corpo e alma aos meus filhos
Me desfaço de pouco a pouco para alimentar
Os homens que moldei do meu interior,
E hoje se espalham pelo meu reino, as traças...

Porque metade de mim é um abrigo
Mas a outra metade é cansaço
Diluído nas desesperanças da vida
E desencontros do acaso matreiro.

E a vida vai seguindo, porém aos poucos...
Todos vão perdendo as cores, os sorrisos e amores
As tentações e lembranças se vão com o esvair da vida
E os descendentes do meu reino vão voltando
Ao barro que usei para moldar-lhes a desgraça
M