25 setembro 2015

A Despedida de Verona

 Olá você, são 21:53 e eu estou começando este post depois de um choque traumático enquanto estava dormindo. Pois é, eu tive a miserável ideia de querer tirar um cochilo as 18:00 e ele se estendeu até as 21:35. E nessas 3 horas e 35 minutos e sonhei coisas horríveis. Por quê? Por que elas eram realistas. Me fizeram sentir muito pior do que qualquer fantasia minha que já deu errado. Qualquer poema de tragédia que eu já escrevi, e o pior de tudo é que algumas já aconteceram. Enfim, depois dessa desilusão de sono, após uma conversa com uma certa rainha da noite, descobri quem é a próxima dona do mundo. Então com esse imenso atraso (desculpem, aliás) eu inicio o post de Sexta-feira com ela, Verona.

Os abraços mais quentes que já recebi
Os beijos mais escaldantes na boca
Os olhares mais ensolarados eram os dela
Ela era o Verão em pessoa, amada Verona

Verona iluminava o dia por onde fosse
Era o conhecido Sol das praias hollywoodianas
Era o céu de fim de tarde das costas africanas
Era o raiar do dia nos montes Apalaches

Sempre que ela mostrava os dentes, fazia Sol
Desde que comecei a receber seu amor, não choveu mais
Eu era muito feliz ao lado dela, queria que fosse eterno
Mas como egoísta que eu Sol, também cobicei
Cobicei ter pra mim a chuva que regava a todos
Menos a mim...

E foi exatamente o que eu consegui
Nunca passaria despercebido aos olhos dela
E então o sorriso fechou, e o céu nublou
E desabou em chuva. E em tristeza

Ela confiou em mim para manutenir seu calor
E eu simplesmente a troquei pelo frescor da água
E como o Sol bem pode, ela se escondeu acima das nuvens
E foi embora da minha vida, assim como o Verão

Agora chove tanto que nem vejo as estrelas. O que me tornei?
Eu tinha o Sol nas mãos e o deixei ir embora, que tolo fui eu
O seu egoísmo pode levá-lo a perder o seu também, cuidado
Vale a pena perder sua felicidade por meros pingos de solidão?

E essa é a minha história, pessoal, o homem da chuva
Verona representa tudo o que lhes traz a tão sonhada felicidade
Qualquer coisa mesmo, seus sonhos, objetivos, pequenas coisas, amores...
Mas para que ela lhe ofereça a mão você tem que lutar por isso,
Verona não reserva seus lábios aos pobres de fé. Não desistam dela.

Lamentos da Chuva