Olá vocês! essa é a primeira parte de um poema que eu estava querendo escrevo há um tempo. Reparei que sempre falamos aqui o que "ela" deve ser, ou o que queremos, estipulando um alguém ideal. Mas nunca declaramos o que temos para oferecer em troca, nunca elencamos os defeitos que, embora pequenos, formam montanhas ao se aglomerarem.
Quero deixar claro que... não serei o perfeito,
Não serei o ideal, não serei eterno (nem perto disso),
Prometo que a cada dia serei um novo homem,
E farei o que puder para garantir que não será um "eu" pior,
Sei que você me procura, ainda que não saibas,
Sou o que sobra de tudo o que queres, quando tiradas as exigências bobas,
E não raramente minhas frases são mal interpretadas
Pela falsa complexidade, ou o excesso de emoções gritantes,
Minhas mentiras, sim... eu minto,
Ainda que não goste de admitir, ironicamente sou sincero em dizê-lo,
E admiro-te por não fazer o que faço, já que
Sentimos o mesmo medo e a mesma insegurança,
Não, não sou e não pretendo ser aquele que liga todas as manhãs
Não quero tornar isso uma rotina, deixando assim, de surpreendê-la,
O que farei, é beijá-la quantas vezes eu puder, suspirando prazer,
Prazer esse que é a bela e lenta vazão dos meus sentimos por ti,
Se algum dia os beijos terminarem, se os assuntos sumirem,
Se, por incrível que pareça, até o amor acabar,
Se algum dia tivermos essa total falta de sorte,
Declarar-te-ei então, que esse sempre fora o único acontecimento
que poderia nos separar...
J
