14 setembro 2015

O Príncipe e a Rosa

Olá vocês! o poema de hoje é sobre uma história bem conhecida por todos. Alguns dias atrás fui ao cinema assistir O Pequeno Príncipe (galera é bom demais, corram ver!) e não pude deixar passar em branco a experiência.

Quando o pequeno menino surgiu,
De cabelos loiros e espantados, com espada na mão,
Logo soube que era um príncipe,
Rei de todos os corações que o conheceram de verdade,

"Preciso de um carneiro" dizia ele,
Falava tanto sobre a criatura e uma história com baobás,
Mas nenhum carneiro que desenhei era bom,
Tratei logo de colocar o carneiro certo dentro de uma caixa,

Ficou tão agradecido o pequeno príncipe,
Ria-se com o carneiro dia e noite, noite e dia,
Mas nada é perfeito, percebi que lhe estava faltando algo,
"Sinto falta de minha amada" confessou-me o menino,

Que ser belo e gracioso viera a cativá-lo no passado?
Uma criança que mesmo nova, era sábia como os velhos,
"Uma rosa" respondeu-me, "A minha rosa",
E eu soube então que o amor dos dois era puro como água da fonte,

Foi estranho aquele tempo que passei no deserto,
Assim que o príncipe voltou para seu planeta
Deixando o pesado corpo para trás,
Surgiu em meu caminho uma raposa,

"Te lembras do príncipe?" perguntou-me,
"Sim" respondi prontamente "...pobre criança",
"Como eu imaginei, fostes cativado pelo menino,
Sabe, também sinto falta do riso inocente dele",

"Ao menos, ele deixou comigo um segredo, pregou-me uma peça,"
Dizia eu, enquanto olhava para as estrelas,
"Entendo" respondeu a raposa, e completou com seu próprio segredo:
"O essencial é invisível aos olhos..."
J