11 setembro 2015

Uma Canção de Fogo e Gelo

Olá você, há muito tempo eu recebi um poema sobre os meus olhos, de uma pessoa que ME OBRIGOU a escrever sobre ela no dia de hoje. Pois é, quem seria capaz de uma atrocidade dessas? Pense um pouco, não é difícil. Bem, essa ruivinha sarna realmente é uma pessoa que não tem aparecido por aqui há algum tempo, então eu como querido lindo maravilhoso que sou, me disporei a atender o seu "pedido" com o maior carinho possível.

Eu como gota cristalina que desliza a ribanceira
Logo estalo em agonia vendo você se aproximar
Em meio a escuridão, uma furiosa labareda
Logo surge despontando as valsas na clareira

Nosso amor não tem barreiras, já quebramos todas
Mesmo passando por problemas não podemos nos afastar
Você abafa a minha tristeza e eu te acalmo a fúria
Ruiva dos olhos triste me abraça e podes chorar

Não tenho palavras pra dizer como você mantém unido
Entre trovões e risadas seguimos o nosso destino
E com um sopro frio e calmo curo seu coração partido
E na calma do teu abraço posso adormecer tranquilo

Pássaro ferido que persiste em cantar pela minha janela
Não sabes como me dói o coração por ser a tua gaiola
Um dia ainda te liberto mesmo em redenção singela
Voe por mim para longe, e se perca mundo afora

Invertendo os papéis eu sou fogo e você o gelo
Se eu explodo em tempestade é você quem me impede
E se ameaço sumir logo desisto com seu frio apelo
Mas se algum dia partir é o meu coração que derrete.
M