17 dezembro 2015

A História de Eustáquio (Capítulo 18 - Vamos embora)

A princesa formalmente pediu permissão à rainha para se retirar da reunião, que encarou tudo com muito bom humor e compostura, porém Eustáquio que estava logo atrás da moça, percebeu alguns olhares reprovadores de alumas das damas nobres mais velhas. Porém não teve muito tempo para pensar no assunto pois logo se deparou com o par de meteoros encarando-o de perto e uma pressão no peito que significava que a princesa estava o empurrando pedindo passagem.
A jovem foi levando-o por uma série de corredores e salões luxuosos que o convidado acabou embaralhando ao longo do caminho, sinceramente estava disperso prestando atenção em um par de curvas bem delineadas que se movia graciosamente logo a sua frente. A princesa devia sentir o olhar de sonda do astronauta pois ficava em silêncio absoluto não fosse por alguns pequenos gemidos quase inaudíveis que Eustáquio facilmente podia ler como "pare de olhar, concentre-se no objetivo" mas como não sabia o que viria a seguir, tratou de mirar os glúteos da princesa até decorar cada milímetro deles.
- A ala do castelo em que instalei Alarme se encontra mais afastada, não podia deixar que meus pais soubessem, não sei qual seria sua reação. A criadagem se dispôs a cuidar do menino a meu pedido, visito-o uma ou duas vezes por dia para saber como está.
Após ambos se esgueirarem pelos vapores das panelas das cozinhas reais, Eustáquio percebeu o quanto a princesa era amada, inclusive pelos serviçais do castelo, ela recebia sorrisos sinceros por onde quer que passasse.
Passados dois minutos adentraram um quarto com várias camas, aparentemente era o dormitório feminino das cozinheiras. Numa cama mais afastada da porta se encontrava uma das cozinheiras ninando uma criança no colo. Eustáquio sentiu uma mescla de alívio e confusão por não saber direito o motivo de estar tão aliviado.
Pensando bem, desde que chegaram ao planeta, odiava o menino, mas depois de ter percebido que não estava mais com ele, entrara em desespero. Já o considerava da família. Seguiu a princesa até o leito da criança achando suas passadas lentas demais, sentia a necessidade correr, agarrar o moleque e sumir dali; logo que chegaram foram recebidos por um bebê dormindo tranquilamente, a mulher passou a criaturinha gorducha aos braços de Eustáquio, que relutante aceitou a "oferta" rosada.
Instintivamente (acreditava) o forasteiro sorriu tranquilamente ao saber que o pestinha se encontrava são e salvo onde pertencia, em seus braços. ONDE PERTENCIA? Bem, era melhor não se ater muito aos detalhes no momento.
- E agora? - Perguntou Dianna olhando diretamente para um modelo de "astronauta papai" ninando seu filho carinhosamente.
- Agora eu e essa praguinha temos de ir embora, já ficamos demais por aqui. - Respondeu Eustáquio perdido em pensamentos
- Muito bem, então temos de preparar nossa partida. - Disse Dianna decidida, e foi virando-se
A confusão era perceptível estampada nos olhos do estrangeiro
- Nossa partida? - Disse, e engoliu em seco.
Dianna virou-se e sorriu como só ela sabia derreter os homens
- Nossa, eu vou com você.