23 dezembro 2015

A História de Eustáquio (Capítulo 19 - Quase Lá)

- Seu pai nunca irá me perdoar por isso - Lamentou-se Eustáquio. Ele, Dianna e Alarme contornavam um pântano. Ainda faltavam horas para o anoitecer, e até lá o grupo pretendia já ter encontrado a nave do viajante.
- Ele vai esquecer algum dia, tenho certeza. Afinal tenho tantas irmãs - A princesa nunca perdia a alegria, sempre sorrindo.
Como Dianna conhecia bem a região, não foi difícil para o grupo chegar até o local desejado, depois de algumas horas estavam lá.
- Vamos montar um pequeno acampamento aqui, ela ainda não chegou mas acredito que pela manhã a nave esteja aqui - Explicou Eustáquio.
- Ela funciona mesmo sem ninguém dentro? Como ela se chama? - Dianna olhou curiosamente para o forasteiro.
- Bem, chama-se EVA. Possui uma inteligência artificial, que possibilita a comunicação... - Eustáquio percebeu que o que estava falando fazia pouco sentido para a princesa - Você verá, Dianna. Você verá.
- Ele está tão acomodado aqui... - Disse a princesa, referindo-se ao pequeno Alarme.
- Será que ele vai sentir falta desse lugar?
- Não tenho certeza, é tão pequeno para lembrar daqui.
- E você, vai?
Ela olhou Eustáquio no olhos e ele soube que dentro de sua cabeça ocorria uma tempestade de sentimentos e pensamentos. Ele não esperou a resposta, e ela não veio.

Longe daquele lugar, um pai recebia a notícia de que sua filha havia desaparecido junto com um certo forasteiro. Irado, ele ordenou que mais de vinte soldados levassem suas montarias para procurar pela princesa e trazê-la, usando de força bruta se necessário, até o palácio real. O forasteiro deveria morrer e a cabeça seria usada pelo rei como apoio para os pés.

Alarme dormiu tranquilamente.