22 dezembro 2015

Se deixar Cativar

Olá você, peço perdão mais uma vez por não postar nos últimos dias, embora tenham chegado as férias, sinto que perdi parte da inspiração sabe? Acabei descobrindo da pior maneira que quanto mais tempo ocioso eu tenho, menos eu penso no que deveria pensar. E já deixo claro que não será a última vez, mas tentarei ser mais frequente novamente. Esse poema eu escrevi depois de matutar um pouco durante um tempo pós-Pequeno Príncipe (sim, eu já assisti e gostei bastante).

De início eu não percebi a sua presença
No entanto, com o passar do tempo
Me dei conta de que você sempre
Sempre esteve ali comigo...

Me cercando aos poucos
Como em uma armadilha
Mas acho que nem você se deu conta
Até que já tínhamos cruzado olhares

Procuramos por toda uma vida
Pelo que julgamos ser necessário
Mas a regra do universo é que
O essencial é invisível aos olhos

E na ausência da visão
No mais completo escuro
Quando nos sentimos sós
Que finalmente nos damos conta
De que estamos mesmo.

Mas também é no escuro
Que me lembra o preto
Que forma as linhas do teu cabelo
Pois é o que se sente
Quando se é cativado

Assim somos e aqui estamos
Inconstantes no uivo dos ares
Somos borboletas, que são flores
Que o vento tirou para dançar,

A muitos o vento nada significa
Mas aos que por ele suspiram,
Ele é o melhor dançarino que existe
É assim que funciona, ser deixar cativar
Ver o significante, no que nada significa
M