04 dezembro 2015

Entre Areia e Mar

Olá você, "isso são horas de postar?" são sim, eu estava no aniversário da minha ilustríssima mãe hoje, enfim, casa . Bem, hoje lhes trago algo que se reflete no meu dia de hoje, acontece que eu e um outro alguém compartilhamos do afeto de um terceiro alguém, porém não nos damos bem. Eu vou contar um pouco dessa história metaforicamente, claro, com uma ideia que surge a partir da mente brilhante da minha gostosíssima irmã, bom proveito.

Eu mar revolto que sou
Não aceito ser contrariado
De onda em onda é ouvido
Meu rugido da razão absoluta

Ela branca, é toda areia firme
Faixa estreita que se estende
Até onde me permito olhar
Mulher difícil, antiquada

Ela é a dona da verdade
Se acha no direito de discutir
Comigo, que rei da razão sou
Mas na chuva se aquieta, cala-se
E é arrastada pelo meu vai-e-vem

Mas sinto inveja da louca em grãos
Nela ficam as marcas de quem me importo
A moça que me acalma as ondas bravas,
Os passos de quem dita o rumo da maré

Eu sou volátil como meu humor
Estou sempre mudando, diferente
Ela já é constante, mais calma
Eu a invejo, a compreendo
Tudo o que fica é por direito, dela
Mas tudo o que passa, vai, me pertence

Nós dois nos odiamos eternamente
Travamos guerras todos os dias
Mas amamos os passos deixados
E quando eles se forem, tudo acaba.
M