Olá você, desculpem a demora, foi um dia cheio hoje. Hoje eu trago o relato de um homem que foi privado da sua casa, seu amor.
Teu olhar protetor é meu telhado
Teu abraço aconchegante, paredes
Da porta saem as palavras mais belas
Das janelas sê vê o laranja do pôr-do-sol
O cabelo que eram as vinhas
Das trepadeiras que plantei
No nosso jardim de amores-perfeitos
Que agora são apenas... Cabelos...
Minha amada casa um dia me abandonou
E agora vivo pelas ruas, andarilho solitário
Abandonado nas vielas de uma mansão vazia
Deixado ao léu de um teto branco simples
Lar doce lar, volta ao seu dono
As chaves no meu bolso não abrem mais nada
As cortinas abertas revelam um mar de cinza
As paredes decoram o vazio que eu sinto
Volta, eu me desfaço do luxo,
Queimo minha cidade particular
Decoro o rodapé do chão
E te espero um dia voltar
Eu quero morar no meu amor.
Eu quero morar no meu amor.
M