Recentemente participei de uma oficina sobre poesia e lá assisti um vídeo ótimo do artista Silvio Matos, dando voz ao poema de Carlos Drummond de Andrade, "E agora, José?"
Decidi então, brincando com o nome do blog, escrever algo semelhante.
E agora, Eustáquio?
Você deixou que a poesia fosse escrita
Pelos acadêmicos de rima e métrica,
A fraca fala deles te intimida,
E agora, Eustáquio?
Para onde foi toda aquela ideologia?
Toda aquela revolta que sentias?
Não zombas mais dos livros de ortografia,
Nem julga os frequentadores das academias,
Eustáquio, o que fizeste de ti?
Parou de procurar sentimentos no papel,
Agora quer apenas tinta ou caneta,
Não vês luar quando olha para o céu,
E agora, Eustáquio?
Não quer mais saber de marginalidade,
Ousa deixar de lado os poetas mortos,
Entregou aos doutores toda a sua liberdade,
Eustáquio, me diga: como?!
Deixaste se apagar a chama ardente
Que aquecia o peito dos leitores múltiplos,
Deixou de amar a poesia que te entende.
J
(Vídeo citado no começo do post)