29 dezembro 2015

Peça de Um Homem Só

Olá vocês! Hoje estava nos meus planos continuar a crônica "Amor Moderno", mas acabei decidindo que o melhor seria deixar para quinta pois estou meio avoado. Para o poema de hoje preciso que você (leitor/leitora) imagine um palco, e sobre esse palco um único ator desabafa e interage com personagens inexistentes.

Algumas coisas só vão, acontecem, não pedem permissão,
E quando vê, já foi. Vai ficar chorando o leite derramado,
Mas quem foi que derramou? E isso importa?
Eu lá vou querer saber quem derrama ou quem chora,

Algumas coisas na vida poderiam acontecer,
Por que não acontecem? Veja bem, aí é complicado,
"Se você não forçasse tanto a barra". Mas eu nem disse nada,
"Você nunca me escuta quando eu falo!", tá bom, tá bom,

Pá! A porta bateu. Ela foi embora, fazer o que...
Pelo menos eu acho que foi, vou olhar pela janela
Ah sim, é ela lá, entrando no táxi. E o carro vai, vai, foi.
E eu? Bom, eu fico aqui, acho que não tenho dinheiro pra táxi.

Algumas coisas que acontecem eu gostaria que nunca tivessem
Sequer passado pela minha cabeça, ôxe, Deus me livre!
Mas é sempre assim, elas vão e acham que depois podem voltar,
Aí ficam com medo de estarem enganadas, e acabam não voltando,

Quem sabe outro dia eu não encontro por aí,
Uma daquelas pessoas especiais, que a gente bate o olho e sabe,
Sabe que não é um amor para a vida inteira,
E bem no fundo, ninguém é. Mas algumas são belas oportunidades.
J